Com protagonismo inédito da classe C, consumo será de
R$ 8,6 trilhões em 2026
Pesquisa IPC Maps indica alta tímida no mercado brasileiro
A economia nacional deve movimentar R$ 8,6 trilhões ao longo deste ano, apontando para um crescimento real de apenas 2,3% ante o movimento positivo do PIB, cuja atual expectativa é de 1,8%. Considerado inferior na comparação com os últimos períodos, esse modesto crescimento é resultante, sobretudo, dos efeitos adversos da política monetária contracionista. A conclusão é do anuário IPC Maps 2026, especializado há mais de 30 anos no cálculo de índices de potencial de consumo nacional, baseado em fontes oficiais.
Para Marcos Pazzini, sócio da IPC Marketing Editora e responsável pela pesquisa, 2026 será um ano atípico e desafiador para a economia brasileira, já que “as recentes guerras ao redor do globo estão impactando diretamente o bolso dos brasileiros, em função da possibilidade de aceleração inflacionária”, além de abrigar, ainda, muitos feriados em dias úteis, Copa do Mundo e eleições estaduais e federal.
Nesse contexto, o destaque desta edição do IPC Maps vai para a classe C que, além de liderar tradicionalmente a quantidade de domicílios, passa agora a ter mais renda assumindo, pela primeira vez, o topo do potencial de consumo nacional. Segundo Pazzini, tal feito deve-se à ocorrência de “migrações entre os estratos sociais, tanto das classes D e E para a C (positiva), quanto da B em direção a classe C (negativa).” Desse modo, a projeção é que a camada C responda, sozinha, por cerca de 36,9% de tudo o que será desembolsado neste ano em território nacional.